Demorei para me render a the walking dead, talvez por resistir à mania de zumbis que veio substituir a onda de vampiros, mas a verdade é que gosto da série, que perpassa muito mais por questões morais e éticas do que apenas por cenas de terror de mortos-vivos cambaleantes e maltrapilhos correndo atrás das personagens. The walking dead, assim como ensaio sobre a cegueira e contágio tratam dos momentos caóticos quando da ruptura da sociedade que conhecemos, debatem a manutenção de nossa humanidade num momento em que o mundo que conhecemos já não existe mais. Interessante notar que só conseguem conceber esta discussão quando se trata de uma doença que se espalha, quando outros fatores como uma longa estiagem ou uma queda de meteoros poderiam ser o gatilho de uma situação semelhante.